Instituto nacional de pesquisas da amazônia



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23 

 

 



Fig.  2

Diversidade  beta  da  composição  florística  de  espécies  cultivadas  nativas  da  Amazônia  em  46 



quintais  em  cinco  comunidades  situadas  em  sítios  arqueológicos  ao  longo  do  rio  Urubu,  Amazônia  Central, 

Brasil. a. Dissimilaridades de Jaccard entre a  o quintal com composição  florística  hipotética  média (ou quintal 

centróide;  círculos  vermelhos)  para  cada  contexto  arqueológico  (triângulos  =  contexto  multicomponencial; 

círculos  =  contextos  unicomponencial).  Os  dois  eixos  PCoA  representaram  32,4%  da  variação  total  da 

composição  florística.  Note  que  há  uma  grande  sobreposição  das  espécie  entre  os  contextos  arqueológicos.  b. 

Cada triângulo ou círculo representa a distância da composição florística de um quintal no espaço multivariado 

para o quintal centróide para cada contexto arqueológico. A variabilidade de composição florística dos  quintais 

situados  em  contexto  multicomponencial  é  significativamente  diferente  em  relação  a  quintais  em  contexto 

unicomponencial (p = 0,009).  

 

Para plantas espontâneas nativas das Américas, a distância geográfica entre os quintais 



não foi um  fator importante para  explicar as composições  florísticas  (Teste de Mantel,  r =  -

0,04  e  p  =  0,59).  Os  solos  também  não  mostraram  uma  relação  significativa  em  relação  à 

composição  florística  (Figura  3;  ANOVA  da  regressão  linear,  F  =  0,005,  p  =  0,94).  Para  a 

regressão múltipla

 incluindo no modelo da regressão as comunidades em que os quintais estão 

localizados  e  os  contextos  arqueológicos,  as  comunidades  foram  a  variável  que  melhor 

explicou a composição florística de plantas espontâneas nos quintais  (p da regressão = 0,002; 

para  comunidades  F  =  6,24  e  p  =  0,001),  e  os  contextos  arqueológicos  não  foram 

significativos (F = 1,73 e p = 0,19).  

 

 



24 

 

 



Fig.  3

Regressão  linear  do  eixo  ordenado  do  solo  com  os  eixos  ordenados  da  composição  florística 



para  espécies  espontâneas  nos  quintais  em  cinco  comunidades  do  baixo  rio  Urubu,  Silves  e  Itapiranga, 

Amazonas, mostrando que o solo não influencia as composições de plantas (p=0,94). 

 

Tabela 2


V

ALORES MÉDIOS DOS NUTRIENTES  MAIS INDICATIVOS DE SOLOS ANTRÓPICOS POR COMUNIDADE



.

 

S



OLO 

COLETADO DE 

0-20

 CM DE PROFUNDIDADE



,

 QUE REPRESENTA O HORIZONTE 

A

 ANTRÓPICO



 

 

 

Ca 


Mg 



Fe 

Zn 


Mn 

Comunidade 

pH H

2



cmolc/ka 

mg/kg 


Pontão 

4,75 


1,68 

0,19 


0,09 

267,38 


88 

8,05 


14,60 

Mucajatuba 

5,29 

2,35 


0,26 

0,15 


359,60 

65 


6,21 

25,29 


Irmandade Terra Preta 

5,63 


2,87 

0,48 


0,17 

126,28 


59 

6,38 


14,78 

S.J. da Enseada 

5,95 

6,44 


0,95 

0,21 


229,45 

85 


10,6 

39,08 


Taperebatuba 

4,81 


2,33 

0,38 


0,16 

117,36 


234 

6,49 


16,00 

 

 

 

Discussão 

 

Em termos de plantas cultivadas por quintal, encontramos uma média de 26,2, o que 

não  difere  tanto  de  outros  estudos  (Perrault-Archambault  e  Coomes  2008).  Esses  mesmos 

autores  colocam  que  há  uma  relação  entre  números  de  quintais  amostrados  e  diversidade, 

sendo  assim  poderíamos  dizer  que  a  região  estudada  tem  uma  alta  diversidade  de  plantas 

cultivadas,  com  o  total  de  214  espécies  encontradas  em  46  quintais.  Em relação  às  espécies 

espontâneas, poucos são os estudos que se centram também nessa categoria em quintais, e é 


25 

 

curiosa  a  baixa  proporção  de  espécies  exóticas  (4%),  que  são  muito  comuns  de  serem 



encontradas  em  inventários  em  ambientes  antropizados  (Hassemer  e  Trevisan  2011).  É 

possível  que  isso  se  deva  ao  fato  da  região  estudada  estar  relativamente  isolada  de  centros 

urbanos, sendo que já foi demonstrado que pode haver uma relação positiva a entre riqueza de 

espécies  nativas  e  exóticas  em  locais  com  altas  densidades  populacionais  humanas 

(Bartomeus et al. 2012), o que não é o caso dos locais estudados. 

Devido  à  complexidade  dos  quintais  como  agroecossistemas  tradicionais, 

esperávamos  que  outras  variáveis,  além  do  passado  indígena,  pudessem  influenciar  sua 

composição  florística.  Fraser  et  al.  (2011b),  estudando  quintais  na  Amazônia  em  solos 

antrópicos,  solos  não-antrópicos  na  terra  firme  e  em  solos  de  várzea,  constataram  que  os 

padrões de agrobiodiversidade nos quintais divergem quanto ao solo. Entretanto, nosso estudo 

foi  realizado  somente  em  TPI,  solos  que,  em  comparação  aos  solos  adjacentes,  exibem 

elevadas  concentrações  de  nutrientes,  pH,  capacidade  de  troca  catiônica  e  retenção  de 

nutrientes,  que  os  fazem  muito  apropriados  para  agricultura  (Lehmann  et  al.  2003).  Mesmo 

existindo variabilidade de nutrientes nos solos entre os quintais estudados, essa variável não 

se mostrou suficiente  para acarretar diferenças nas composições  florísticas  dos  quintais  para 

as plantas espontâneas, e para as plantas cultivadas foi uma variável de menor importância. 

O  resultado  mais  notável  desse  estudo  foi  encontrar  quintais  em  contexto 

arqueológico  multicomponencial  geralmente  apresentando  mais  variação  na  composição 

florística  em  comparação  com  as  comunidades  em  contexto  arqueológico  unicomponencial. 

Isso  faz sentido do ponto  de vista da arqueologia: os  contextos  unicomponenciais  estudados 

são  sempre  mais  antigos  e  apresentam  uma  escala  temporal  mais  restrita.  Neste  sentido,  o 

período no qual pode ter se dado o manejo das plantas por aqueles povos indígenas é menor se 

comparado  aos  sítios  multicomponenciais  estudados.  Estes,  ao  contrário,  têm  um  espectro 

cronológico  muito  mais  amplo,  indo  desde  os  primeiros  séculos  d.C  (data  de  início  da 

ocupação  Borda  Incisa)  até  séculos  posteriores  ao  contato  (Lima,  2008).  Assim  sendo,  os 

sítios  multicomponenciais  estudados  tiveram  uma  ocupação  indígena  por  um  período  muito 

mais longo do que os sítios arqueológicos unicomponenciais e dessa forma é de se esperar que 

o  legado  do  passado  seja  bem  maior.  Estamos  falando,  portanto,  de  escala  temporal  de 

manejo: o que interessa, de fato, não é data da ocupação ou do abandono, mas sim o intervalo 

de  tempo  em  que  a  área  foi  intensamente  ocupada  e  manejada,  conforme  evidenciado  no 

registro  arqueológico  (Lima  2013,  no  prelo).  Ademais,  os  sítios  arqueológicos 

multicomponenciais  possuem  um  elemento  destacável,  do  ponto  de  vista  cultural,  que  é  a 



26 

 

existência de distintas ocupações no mesmo local ao longo do tempo. Considerando que o uso 



de  plantas  e  manejo  das  paisagens  no  passado  deixam  no  ambiente  presente  suas  marcas 

(Balée 2006), a existência de diferentes ocupações pode ser um dos fatores que, somado a um 

tempo  maior  dessas  ocupações,  pode  explicar  uma  maior  variabilidade  na  composição 

florística  dos  quintais.  Pensando  em  ocupações  distintas,  é  mais  provável  que  uma  maior 

heterogeneidade  cultural  agregue  maior  variabilidade  de  plantas  utilizadas,  pois  diferentes 

grupos tem diferentes preferências (Perrault-Archambault e Coomes 2008). 

Na escala do presente, é lógico pensar que uma população que ocupa uma área que 

fora  habitada  há  centenas  de  anos  iria  se  aproveitar  dos  elementos  úteis  ali  deixados  pela 

população pretérita, tanto no banco de sementes, como na vegetação do entorno, mesmo que 

isso  seja  um  processo  inconsciente.  Como  estamos  falando  de  quintais,  que  são  muito 

dinâmicos, os elementos do passado só se mantêm porque o manejo continua no presente. No 

entanto, a ocupação humana passada como  variável  explicativa para  a composição florística 

de  quintais  não  significa  que  o  passado  seja  determinista.  O  que  provavelmente  acontece  é 

que  em  uma  área  com  manejo  passado  mais  intenso  e  por  mais  tempo  as  combinações 

possíveis  de  plantas  em  um  quintal  aumentam  por  causa  do  legado  deixado,  de  maneira 

análoga ao que ocorre nas capoeiras (Junqueira et al. 2010; Peters 2000) e florestas (Levis et 

al. 2012; Ross 2011) enriquecidas de espécies úteis pelas ocupações humanas pretéritas.  

A  ideia  de  que  a  composição  florística  de  quintais  em  regiões  anteriormente 

ocupadas é resultado de uma combinação de elementos que inclui as plantas úteis resultantes 

do manejo da floresta por povos antigos não é nova. Padoch & de Jong (1991) lançaram essa 

ideia quando afirmaram que algumas das árvores mais antigas presentes nos quintais por eles 

estudados, também  em  região amazônica, eram  componentes  das capoeiras  que haviam sido 

manejadas  pelos  povos  que  ocuparam  aquela  região  numa  época  muito  anterior  ao 

estabelecimento  da  comunidade  pesquisada.  Esses  mesmos  autores  colocam  que,  além  das 

plantas  cultivadas,  outras  podem  advir  espontaneamente  do  banco  de  sementes  que  incluem 

plantas  úteis  que  já  estavam  ali,  e  assim  serem  mantidas  pelos  donos  dos  quintais.  Durante 

esse  estudo  ouvimos  relatos  de  mamão,  Carica  papaya  L.,  e  mandioca/macaxeira,  M. 

esculenta,  que  brotaram  espontaneamente  na  Terra  Preta  em  áreas  de  capoeiras  assim  que 

foram limpas e queimadas para agricultura. O caso da mandioca é bem conhecido e estudado 

(Fraser et al. 2012), e há relatos parecidos para outras espécies na Terra Preta, como pimenta, 

C. chinense, e cará-do-índio, Dioscorea sp. (Clement et al. 2003). Não deveria ser por acaso 

que  macaxeira  e  pimenta  estão  entre  as  espécies  mais  comuns  nativas  da  Amazônia 



27 

 

encontradas nos quintais desse estudo. Outra espécie muito comum nos quintais estudados, o 



cupuaçu (T. grandiflorum) pode se manter por muito tempo na TP e até mesmo se regenerar 

no local (Clement et al., 2003).  

Entretanto,  quando  consideramos  o  conjunto  de  plantas  espontâneas,  o  contexto 

arqueológico deixa de ser a variável que explica melhor a composição florística dos quintais, 

e ao se incluir como variável as localidades estudadas, o contexto arqueológico deixa de ser 

significativo.  Possivelmente,  há  dois  fatores  que  explicam  isso.  O  primeiro  é  que  a  maior 

parte  das  espécies  espontâneas  dos  quintais  é  pouco  conhecida  e  utilizada  pelos  donos  dos 

quintais. Ainda que existam grandes conhecedores dessas espécies, eles são muito poucos no 

universo  de  pessoas  entrevistadas.  O  segundo  fator  é  que  a  maior  parte  das  espontâneas 

encontradas é de espécies herbáceas, cosmopolitas, ruderais e principalmente, de ciclo de vida 

curto, favorecendo uma rápida colonização e substituição de espécies. Muitas dessas espécies 

são  observadas,  por  exemplo,  nas  calçadas  de  Manaus.  Major  e  colaboradores  (2005),  que 

também  estudaram  essas  espécies  em  TP,  afirmam  que  a  dispersão  e  a  migração  dessas 

plantas  são  facilitadas  em  áreas  abertas,  que  são  muito  comuns  de  serem  encontradas  nas 

comunidades.  Portanto,  é  muito  provável  que  no  tempo  de  reocupação  das  comunidades 

estudadas  pelas  populações  contemporâneas  tenha  havido  uma  colonização  atual  da  maior 

parte  dessas  espécies,  o  que  poderia  mascarar  o  efeito  do  passado,  caso  ele  exista  também 

para as espécies espontâneas.  

 

Conclusões 

 

O  contexto  arqueológico  de  um  quintal  sobre  TPI  influencia  a  composição  florística 

atualprincipalmente em termos de combinações possíveis

 de espécies. 

Comunidades situadas 

em  locais  que  já  tiveram  várias  ocupações  e  mais  duráveis  podem  ter  conjuntos  de  quintais 

mais variáveis em sua composição florística.  

 

Agradecimentos 

 

Muita gratidão aos moradores do Pontão, Mucajatuba, Irmandade Terra Preta, Enseada 

e  Taperebatuba,  que  além  de  sempre  nos  receber  muito  bem,  tiveram  a  paciência  de  dividir 

conosco  seu  tempo,  conhecimento  e  dia-a-dia.  Também  agradecemos  ao  Instituto  de 

Desenvolvimento  Agropecuário  e  Florestal  Sustentável  do  Estado  do  Amazonas  (IDAM)  de 

Silves  e  Itapiranga,  pela  ajuda  logística  e  pelos  primeiros  contatos  com  os  comunitários.  JL 

agradece ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) pela bolsa de mestrado, e este trabalho é 


28 

 

parte  de  sua  dissertação  de  mestrado.  CRC  agradece  ao  CNPq  pela  bolsa  de  produtividade, 



que ajudou a financiar as excursões a Silves. 

 

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