Etanol de beterraba



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Edição 10 – Dezembro de 2015 



 

ETANOL DE  BETERRABA 

 

MARTINS, Rhodiney Vaz



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Resumo 

O  etanol  é  conhecido  há  muito  tempo,  sendo,  talvez,  o  mais  antigo  produto  obtido  pela 

biotecnologia tradicional. Em suas aplicações incluem-se o álcool potável, químico e combustível. 

De  fato,  carros  abastecidos  com  etanol  foram  planejados  a  décadas,  entretanto,  no  século  20,  os 

combustíveis  derivados  de  petróleo,  chamados  "combustíveis  fósseis",  apareceram  e  rapidamente 

dominaram  o  mercado.  O  etanol  atualmente  tem  sido  considerado  como  um  combustível  viável, 

antigamente ele não era considerado viável pelo baixo preço da gasolina. Com o passar dos anos e 

principalmente  com  a  crise  do  petróleo  de  1970,  o  etanol  começou  a  ganhar  espaço  no  cenário 

mundial,  como  um  combustível  alternativo  a  gasolina.  O  presente  artigo  traça  a  trajetória  deste 

importante produto, destacando a importância da beterraba, para a produção desta, pois esta contém 

uma quantidade considerável de carboidratos – açúcares, para a produção de álcool, também possui 

um  volume  de  produção,  rendimento  e  custo  significativos,  o  que  gera  um  produto  viável  para  a 

produção do etanol. 

Palavras chave: Etanol – Beterraba – Biomassa – Biocombustíveis.  

 

Abstract 

Ethanol  is  known  for  a  long  time,  and  perhaps  the  oldest  product  obtained  by  traditional 

biotechnology. In their applications include potable alcohol, chemicals and fuel. Indeed, cars fueled 

with  ethanol  were  designed  decades,  however,  in  the  20th  century,  petroleum-based  fuels,  called 

"fossil fuels", appeared and quickly dominated the market. Ethanol has currently been considered as 

a viable fuel, formerly it was not considered feasible by the low price of gasoline. Over the years, 

particularly  with  the  1970  oil  crisis,  ethanol  began  to  gain  ground  on  the  world  stage  as  an 

alternative fuel to gasoline. This article traces the history of this important product, highlighting the 

importance of beet for the production of this, as it contains a considerable amount of carbohydrates 

- sugars for the production of alcohol, also has a volume of production, income and significant cost, 

which causes a viable product for the production of ethanol.  



Keywords: Ethanol - Beet - Biomass - Biofuels. 

 

 

INTRODUÇÃO: O FIM DA ERA DO PETRÓLEO FÁCIL 

 

O  petróleo  trouxe  evolução  a  humanidade,  desde  a  antiguidade,  e  atualmente  a  principal 



fonte  energia  usado  no  planeta.  Na  matriz  energética  mundial  o  petróleo  e  seus  derivados 

respondem por 85% da energia consumida mundialmente, o que causa uma grande dependência ao 

petróleo.  O  petróleo  se  apresenta  ao  cenário  mundial  como  um  item  econômico  e  estratégico. 

                                                 

1

 

Mestrando do  Programa de Pós-Graduação em Energia, Universidade Federal do ABC.  E-mail: 



rvmvaz@hotmail.com

 

 



 

 

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Econômico  como  matéria  prima  indispensável  ao  setor  industrial,  gerando  assim  recursos  ao 

mercado de capitais, cujo principal objetivo é o lucro. No setor estratégico o petróleo é um recurso 

não renovável, tem em poucas partes do planeta, sendo considerado um item de segurança nacional 

de  todos  os  Estados.  A  valorização  do  petróleo  traz  implicações  no  cenário  geopolítico 

internacional, que podem causar conflitos interestatais, para ter acesso direto às reservas de petróleo 

(FUSER,2013) 

  

As várias teorias do pico da produção do petróleo, a que ficou mais famosa foi a de Hubbert, 



1974. O declínio da produção nos poços que são explorados atualmente e com a queda nos ritmos 

das  descobertas,  que  tem  sido  confirmados  nos  relatórios  da  Agencia  Internacional  de  Energia  e 

demais  pesquisas,  nos  alertam  para  o  pico  do  petróleo.  O  mundo  hoje  conta  com  116  campos 

gigantes  de  petróleo,  cada  um  deles  produz  mais  de  100  mil  barris  por  dia,  na  sua  maioria 

apresentam sinais de declínio de produção. Temos também Fatih Birol em entrevista ao jornal The 

Independent,  diz:  “O  mundo  terá  de  encontrar  seis  novas  Arábias  Sauditas  para  dar  conta  da 

demanda esperada até 2030, ou quatro, apenas para atender a demanda atual”.  Na sociedade atual 

temos um consenso que se mantendo o ritmo atual de consumo, que tem hoje um consumo  de 90 

milhões de barris por dia, e com previsão de 99 milhões de barris ao dia em 2030, o petróleo poderá 

chegar ao seu fim em torno de 50 anos, como afirma Soetaert e Vandamme, 2007. 

Esses relatos com relação ao temido pico do petróleo, e principalmente com relação às crises 

do petróleo, liderada pela OPEP, onde demonstrou a grande dependência mundial  com  relação ao 

petróleo,  mostra  que  a  obtenção  desse  energético  esta  cada  vez  mais  difícil,  seja  pelo  seu  acesso 

político (guerras) ou pelo acesso físico, como exemplo o petróleo extraído a km de profundidade no 

mar. Estamos vivendo o fim da era do petróleo fácil, as áreas de fácil acesso, ou seja, onde os custos 

de produção de petróleo são baixos, praticamente já estão todas mapeadas, restando nos dias atuais 

a exploração muito mais arriscadas, a exploração em alto mar, locais perigosos, e ambientalmente 

sensíveis,  como  por  exemplo  as  explorações  no  Ártico,  no  Alaska  (FUSER,  2013).Temos  que 

lembrar que o petróleo não precisa ser totalmente esgotado, mas simplesmente começar a decair a 

sua produção, para que se tenha uma crise mundial tanto energética como econômica mundial sem 

precedente. 

Portanto, temos que encontrar fontes alternativas ao petróleo, uma fonte primaria de energia 

que  possa  fazer  frente  ao  petróleo.  Essa  nova  busca  por  alternativas  marcaram  as  mudanças  na 

matriz  energética  mundial,  onde  podemos  destacar  a  energia  nuclear,  hidrelétrica,  lenha  e  carvão 

vegetal, derivados de cana-de-açúcar e biocombustíveis. As energias alternativas se pode dizer que 

a  sua  maioria  são  renováveis,  mas  temos  que  tomar  cuidado  com  a  ideia  de  renovável,  que  não 



 

 

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significa  totalmente  limpa,  todos  os  tipos  de  energia  tem  seu  impacto  considerado,  afetando  seu 

entorno social e natural. 

 

1.  ETANOL UMA ALTERNATIVA VIÁVEL 

 

A busca por alternativas ao petróleo tem como estudo a aplicação do etanol, estudo esse que 



começou com Samuel Morey em 1826, quando ele fez o protótipo do motor de combustão interna 

nos  Estados  Unidos,  seguido  por  Henry  Ford  em  1925,  que  utilizou  o  etanol  como  combustível 

automotriz (MINTEER, 2006). Na Europa, mais precisamente na Alemanha, o etanol era utilizado 

para  mover  locomotivas  e  os  motores  de  combustão  interna  alimentados  por  este  eram  bastante 

apreciados, devido ao menor desgaste, menor poluição e por serem mais silenciosos, assim o etanol 

passou  a  funcionar  como  anti-detonante,    graças  ao  nível  de  octano  médio  de  99  face  aos  88  da 

gasolina (GNANSOUNOU, 2009), substituindo assim o tóxico tetraetilo de chumbo. 

No Brasil o etanol passou ser testado em 1933 no setor de transporte, principalmente após a 

fundação  do  Instituto  do  Açúcar  e  do  Álcool,  durante  a  ditadura  militar  de  Getúlio  Vargas 

(BODDEY et al., 2008). Durante a crise petrolífera em 1973, foi criado um programa nacional para 

a  produção  de  bioetanol,  chamado  de  Proálcool,  com  o  intuito  de  alimentar  veículos  movidos 

exclusivamente a etanol  e ajudar  a diminuir a dependência do país  de petróleo externo, que nessa 

época contabilizava 72 % do consumo interno de petróleo (BODDEY et al., 2008). A produção de 

bioetanol passou de 500.000 l/ano para 3,4x1012 l/ano, entre 1975 e 1980 (BODDEY et al., 2008), 

tendo assim um aumento considerável na produção de cana-de-açúcar. 

         Essa  busca  tornou  o  etanol  o  biocombustível  liquido  mais  produzido  atualmente,  dado  no 

Brasil e nos E.U.A, tendo vastos programas de subsídios para a produção de etanol, como substituto 

ou  aditivo  a  gasolina  para  veículos,  assim  E.U.A  e  Brasil  produzem  75%  do  bioetanol  no  mundo 

(IEA, 2010). Também temos  como  destaque a  Índia, sendo o segundo maior  produtor mundial de 

cana  de  açúcar,  vem  crescendo  como  produtor  de  bioetanol.  No  ano  de  2009  chegaram  a  ser 

produzidos 1112Kb/d de biocombustíveis, dentre os quais 75% foi de etanol (IEA, 2010). Na tabela 

abaixo mostra a produção de etanol e biodiesel no mundo. 



 

TABELA 1. Produção de biocombustíveis em 2009 por país (IEA, 2010) 

 

 

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Atualmente, aproximadamente 95% da produção mundial de etanol vêm da cana

‐de-açúcar e 

do  milho  (WALTER  e  ENSINAS,  2010).  Como  podemos  ver  na  tabela  os  Estados  Unidos  é  o 

maior  produtor  mundial  de  etanol  com  aproximadamente  50  bilhões  de  litros  produzidos  na  safra 

2010/2011 (NASTARI, 2012) basicamente derivado de milho, enquanto o Brasil é o maior produtor 

no  mundo  de  etanol  de  cana

‐de‐açúcar  com  aproximadamente  27  bilhões  de  litros  produzidos  na 

safra 2010/2011, (MDIC, 2012).  

 

A produção tende a crescer nos próximos anos devido ao grande interesse que muitos países 



passaram  a  ter  pelos  biocombustíveis,  especialmente  por  três  fatores  principais:  preocupações 

ambientais  (redução  de  emissões  de  gases  de  efeito  estufa  e  da  poluição  das  grandes  cidades), 

segurança energética (diversificação da matriz energética e redução da dependência em relação aos 

combustíveis  fósseis)  e  incentivo  à  agricultura  (LEITE,  et  al.  2009).  No  gráfico  abaixo  podemos 

observar a evolução da produção mundial de biocombustíveis na ultima década, com destaque para 

o Brasil e E.U.A. 



 

Gráfico 1. Evolução na produção mundial de biocombustíveis na ultima década (IEA,2010) 

 

 



 

Nos motores a combustão com etanol, motivou a grande expansão do bioetanol produzido a 

partir da cana de açúcar no Brasil. Nos anos 90, cerca de 4,5 milhões de veículos movidos a 93 % 


 

 

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etanol (7 % gasolina) circulavam no Brasil (DAVIS, 2006). Também na Suécia e Estados Unidos se 

desenvolveu  este  tipo  de  veículos,  permitindo  ao  etanol  competir  diretamente  com  a  gasolina 

(GNANSOUNOU, 2009). Outra grande vantagem do etanol é poder ser misturado à gasolina em até 

25%, sem que o motor precise sofrer alterações. 

 

 



2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

 

2.1 O ETANOL            

 

O homem aprendeu a controlar o processo de fermentação de hidratos de carbono simples, 



principalmente o açúcar presente na fruta, para produzir bebidas espirituosas. Temos provas de que 

o  álcool  é  tão  antigo  como  os  encontrados  na  aldeia  de  Jiahu,  na  província  de  Henan  na  China, 

mostram assim que o etanol já era obtido, com a fermentação de uma mistura de arroz, fruta e mel 

(OLAH  et  al., 2010), há cerca de 9000  anos atrás.  A sua  composição química  é C

2

H

5



OH, onde  é 

utilizado em produtos de limpeza, bebidas alcoólicas, perfumes, entre outros produtos do nosso dia-

a-dia. Entre as principais características destacam-se ser incolor, ponto de fusão aos -114,3 °C e o 

ponto de ebulição aos 78,4 °C, a massa volumétrica é de 790 kg/m3 (mais leve do que a água) e é 

higroscópico,  o  que  limita  a  sua  exposição  a  água.  É  menos  tóxico  que  o  metanol  (MINTEER, 

2006),  o  que  possibilita  a  sua  utilização  numa  miríade  de  produtos  que  entram  em  contato  direto 

com seres vivos e representa menor perigo em caso de derrame acidental no ambiente.  

O álcool tem concentração em misturas combustíveis varia entre 5 % (E5) e 100 % (E100), 

sendo  as  mais  comuns  a  E10  (Estados  Unidos,  Canadá,  Austrália,  China,  entre  outros)  e  a  E85 

(Canadá,  Suécia);  no  Brasil  são  comuns  a  mistura  de  24  %  etanol  e  76  %  gasolina  e  o  E100 

(GUPTA  e  DEMIRBAS,2010).  Com  Concentrações  superiores  a  10  %  implicam  alterações  no 

motor  Otto,  motor  utilizado  nos  carros  atualmente,  caso  contrário  anteveem-se  perdas  de 

performance e menor rendimento. Podemos obter o etanol em diferentes culturas energéticas, sendo 

o  milho  nos  E.U.A,  e  a  cana-de-açúcar  no  Brasil.  Em  2003,  mais  de  60  %  do  etanol  produzido 

mundialmente teve origem em culturas de açucareiras, maioritariamente cana e beterraba sacarina, e 

o restante produzido a partir de cereais, com o milho a encabeçar a lista (EL BASSAM,2010). 

Na fermentação de açúcares, temos três passos: primeiro: A extração do açúcar sob a forma 

de  solução  líquida;  Segundo  :  A  fermentação  do  açúcar  por  parte  das  leveduras;  e  por  fim  a  

Destilação do etanol visando a sua purificação, geralmente a 95,5 % (etanol hidratado, com 4,5 % 

de água) ou 99,6 % (etanol desidratado ou puro, com 0,4 % de água) (DERMIRBAS,2007). Assim 



 

 

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nem  todos  os  autores  se  referem  a  estas  misturas  de  etanol  com  água  e  impurezas  nestas  mesmas 

proporções,  assim  neste  texto  aparecerem  valores  entre  95  %  ou  96  %  para  o  etanol  hidratado  e 

valores entre 99 % e 100 % para o etanol desidratado. No caso da atividade das leveduras resultam 

etanol e dióxido de carbono,  Figura 1. No segundo pode ser considerado desperdício ou então ser 

capturado e vendido para gasificação de bebidas ou processos industriais, sendo um co-produto que 

poderá  aumentar  a  rentabilidade  do  processo  industrial  (por  exemplo,  no  processo  de  soldadura 

serve de atmosfera protetora para não ocorrer oxidação do metal fundido). 

 

Figura 1. Esquema fermentação (GUPTA e DEMIRBAS, 2010) 

 

 A destilação do etanol é um passo comum a todos os processos tecnológicos de conversão 

de  culturas  energéticas  ou  biomassa  celulósica  em  etanol  e  é  também  energeticamente  voraz 

(GUPTA e DEMIRBAS,2010). A mistura de etanol e água é destilada até se obter etanol hidratado 

com  5  %  de  água,  sendo  necessárias  cerca  de  3  destilações  para  passar  da  concentração  de  10  % 

(v/v)  de  etanol  para  95  %  (v/v)  (PIMENTEL  e  PATZEK,2005).  A  fatia  energética  do 

processamento tecnológico das matérias-primas varia entre 46 % e 85 %, dos quais entre 29 % e 55 

% são consumidos na destilação, comprometendo o retorno energético que seria possível obter não 

fora  o  baixo  rendimento  das  soluções  tecnológicas  implementadas  na  maioria  das  refinarias  de 

etanol. 


 

2.2 Beterraba 

 


 

 

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A  beterraba,  hortaliça  pertencente  a  família  chenopodiaceae  ,  é  nativa  da  Europa,  norte  da 

África e Oeste da Ásia. Tem seu maior cultivo em países de clima temperado, sendo que no Brasil 

seu cultivo concentra-se em São Paulo, Minas Gerais e nos Estados do Sul. A cultura da beterraba é 

mais adaptada ao clima  ameno com  temperatura  media entre 15ºC  a 18ºC, tolerando variações  de 

4ºC  a  24ºC  (Embrapa,  2010).  Em  temperaturas  altas  as  raízes  apresentam,  em  secção  transversal, 

anéis  de  cor  clara  alternadas  com  anéis  de  coloração  violeta  escuro,  o  que  é  considerado  como 

demérito da qualidade. 

As  raízes  da  beterraba  são  de  grande  importância  econômica  devido  ao  seu  alto  valor 

nutritivo e industrial, tendo também um destaque para a produção de etanol na Europa, sendo uma 

planta  de  fácil  cultivo.  A  propagação  se  faz  diretamente  pela  semente,  podendo-se  transplantar 

(EMBRAPA, 2010). Os melhores solos para o cultivo da beterraba são os profundos, bem drenados 

soltos  e  com  alto  teor  de  matéria  orgânica.  É  uma  hortaliça  sensível  a  acidez,  devendo  o  solo 

apresentar pH de 6 a 7. 

Na Europa o cultivo da beterraba é uma fonte importante de açúcar, contribuindo para 30% 

da  produção  mundial.  No  ano  2008,  a  União  Europeia  (EU)  contabilizou  a  produção  de  mais 

101.777.949  t  de  beterraba,  de  acordo  com  dados  da  FAO  (2010).  A  sua  produção  avultada  na 

Europa deve-se ao fato de esta cultura se desenvolver em climas temperados, sendo o seu principal 

produtor a França com 29 t, seguida de perto pela Alemanha com 25 t, os Estados Unidos também 

com 25 t e a Rússia com 22 t, sendo os restantes 10 maiores produtores a nível mundial do ano 2005 

todos Europeus (EL BASSAM,2010). Na figura 2, temos a foto de uma beterraba.  

 

 



Figura 2. Beterraba sacarina (SALEM NEWS, 2010) 

 


 

 

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Na figura 3, podemos notar a maior concentração de produtores de beterraba no hemisfério 

norte,  sobretudo  na  Europa,  onde  o  clima  é  mais  propicio  para  a  cultura  da  beterraba,  onde  a 

extração de sacarose é destinada a indústria açucareira e para a produção de etanol. 

 

Figura 3. Distribuição mundial da produção de beterraba sacarina. (SALEM NEWS, 2010) 

 

O  trabalho  tem  como  objetivo  mostrar  o  processo  de  etanol  a  partir  da  beterraba,  sua 



viabilidade econômica como ambiental, demonstrando assim que a beterraba é mais uma alternativa 

de energia renovável aos combustíveis fósseis. 



 

 

3. A PRODUÇÃO DE ETANOL A PARTIR DA BETERRABA  

 

Para a produção de  etanol  de  Beterraba temos  toda uma preparação no solo,  e ter um  clima 



próprio para seu cultivo. No caso do solo, este deve ser pouco compacto, nem ser pedregoso e não 

ser  alcalino,  nem  conter  grande  quantidade  de  água.  As  necessidades  nutritivas  da  beterraba  são 

avultadas, pelo  que é  aconselhável  proceder a uma análise prévia das  características do solo,  para 

que não sejam gastos fertilizantes em quantias desnecessárias ou insuficientes; no caso de não ser 

feita esta análise, as quantidades aconselháveis dos três principais nutrientes como fósforo, potássio 

e azoto (EL BASSAM,2010). 

Tanto no seu cultivo, como na sua colheita, existem gastos energéticos atreitos à maquinaria 

necessária  para  limpar  o  terreno,  arar  a  terra,  plantar  semente,  colocar  fertilizantes,  pulverizar 

pesticidas e herbicidas  e colher a beterraba. Destas operações, uma das que mais  contribui para o 

consumo energético é a colheita. Esta é feita recorrendo a colhedeiras mecânicas que cortam a coroa 



 

 

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de folhas, retiram a raiz do solo e agitam-na para retirar a maior parte da terra agarrada. A função de 

cortar a coroa de folhas  não é executada por colhedeiras mais antigas, pelo que é necessário fazer 

uma passagem prévia com um cortador, implicando maior gasto energético. Após esta operação, a 

colhedeira  coloca  a  beterraba  no  solo  para  ser  apanhada  por  um  camião  ou  envia  diretamente  a 

beterraba para o caminhão, através de um tapete transportador na lateral da colhedeira, sendo depois 

transportada  para  a  fábrica  de  etanol.  Devido  ao  grande  peso  e  volume  das  raízes,  as  distâncias 

percorridas  pelos  veículos  transportadores  são  minimizadas,  pelo  que  as  fábricas  são  erguidas  nas 

imediações da plantação e esta, por sua vez, de grandes centros urbanos, que fornecem a mão-de-

obra  necessária.  O  transporte  da  beterraba  existe  ainda  o  fato  de  a  beterraba  ser  uma  cultura 

rotacional, o que implica que a área ocupada seja superior à utilizada na monocultura e as distâncias 

envolvidas sejam superiores (EL BASSAM, 2010).  

Na  figura  4  abaixo  podemos  observar  uma  colheitadeira  e  um  caminhão  na  colheita  da 

beterraba. 

 

 

Figura 4. Colheitadeira de beterraba acompanhada de um caminhão que recolhe a                                                



beterraba (Coloradoguy.com, 2008) 

 

Depois  do  carregamento  ser  depositado  e  pesado  na  entrada  da  fábrica,  as  beterrabas  são 



lavadas para retirar a terra remanescente. Concluída a lavagem, são cortadas em palitos para desta 

forma aumentar a superfície de extração da sacarose (EL BASSAM, 2010). Em seguida, os palitos 

são  enviados  para  um  difusor,  ou  seja,  um  tanque  onde  beterraba  e  água  quente  circulam  em 


 

 

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contracorrente, aumentando o tempo de contato e, consequentemente, a concentração de açúcar na 

solução aquosa resultante. À saída do difusor a beterraba contém um teor de umidade da ordem dos 

95 %, pelo que é depois prensada até atingir 75 % de umidade, o que permite extrair parte do açúcar 

ainda residente nos palitos. O líquido extraído é adicionado à restante solução açucarada e os palitos 

são  utilizados  para  formar  peletes,  que  servem  de  forragem  para  gado  e  constituem  uma  fonte  de 

rendimento complementar no processo de conversão de beterraba em etanol. 

O  sumo  de  beterraba  que  sai  do  difusor  é  então  submetido  ao  processo  de  evaporação  para 

aumentar a sua concentração em açúcar, formando um xarope espesso. Este xarope é fermentado e 

origina dois produtos após centrifugação: o caldo fermentado, que constitui a fase líquida e onde se 

encontra o etanol, e as leveduras responsáveis pela fermentação, que são novamente introduzidas no 

tanque  de  fermentação,  reciclando  material  e  diminuindo  o  consumo  energético  do  processo.  Na 

figura 5, abaixo, mostra o fluxograma do processo de conversão da beterraba em etanol. 

 

 



                   

 

 



Figura 5 . Esquema do processo de conversão da beterraba em etanol (SANTEK et al.,2010) 

 


 

 

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Os principais passos consumidores de energia no processamento da beterraba em etanol  são: 

extração  de  açúcar  dos  palitos  de  beterraba  (difusão),  concentração  por  evaporação  do  sumo  de 

beterraba, destilação do etanol e secagem da polpa de beterraba para formação de peletes (SANTEK 



et  al.,  2010).  O  processo  de  destilação  de  etanol  obtido  a  partir  de  beterraba  sacarina  consome 

aproximadamente  21  %  a  24  %  do  total  de  entradas  energéticas  no  percurso  total  de  produção  e 

representa  aproximadamente  29  %  da  energia  gasta  no  processamento  industrial  da  beterraba.  O 

processamento  tecnológico  representa  entre  72  %  e  83  %  da  energia  gasta  no  percurso  desde  a 

beterraba até ao etanol. 

Apesar  do  apetite  energético  característico  desta  cultura,  a  beterraba  apresenta,  porém, 

grandes  vantagens  face  a  outras  culturas.  Um  dos  atrativos  da  beterraba  sacarina  é  a  generosa 

produção  de  etanol  por  hectare  de  terreno  agrícola,  cerca  de  70  t/ha,  com  isso  verifica-se  que  a 

beterraba  apresenta  o  maior  rendimento  de  etanol  por  hectare,  dentre  as  principais  fontes  de 

bioetanol: milho, cana-de-açúcar e beterraba, como podemos notar na figura 6. 

 

 

Figura 6. Produção de etanol por hectare de terreno agrícola ( El Bassam,2010 ) 

 

A grande vantagem da beterraba é o aproveitamento dos produtos secundários obtidos durante 



o  seu  processamento.  Um  dos  produtos  é  a  polpa  de  beterraba  prensada  em  peletes  e  enriquecida 

com melaço, como já foi mencionado. As peletes de beterraba são principalmente utilizadas como 

forragem  para  gado  bovino,  suíno  e  equino,  devido  ao  seu  conteúdo  proteico,  cerca  de  7  % 

(ingredients101.com),  por  conter  fibra  de  fácil  digestão  e  pelo  elevado  conteúdo  energético.  Os 

produtos secundários obtidos no processamento da beterraba são os que apresentam maior conteúdo 

energético,  18,1  MJ/l  de  etanol.  Segundo  El  Bassam,  a  densidade  energética  é  de  10,84  MJ/kg 

peletes  (2010).  O  melaço  também  pode  ser  vendido  e  utilizado  como  base  para  o  fabricação  de 

bebidas alcoólicas ou como substrato de produção de fermento de pão.   



 

 

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3.1 O potencial energético da beterraba 

 

Atualmente no Brasil, o etanol combustível é utilizado de duas maneiras: o álcool anidro e o 



álcool  hidratado.  O  anidro  possui  menos  água  em  sua  composição,  sendo  mais  adequado  para  a 

mistura carburante com a gasolina. A adição do álcool carburante à gasolina eleva em 2% o volume 

métrico consumido. Assim, para cada 100 L de gasolina misturada existirá uma proporção de 81,6 L 

de  gasolina  e  20,4  L  de  álcool  anidro.  Assim,  20,4  L  de  álcool  anidro  podem  poupar  18,4  L  de 

gasolina. 

O  álcool  hidratado  é  adequado  para  os  veículos  movidos  exclusivamente  à  álcool  ou  aos 

bicombustíveis.  Por  sofrer  um  menor  número  de  operações  produtivas,  o  álcool  hidratado  é,  em 

média, 4,5% mais barato do que o álcool anidro. O rendimento motor do álcool hidratado é de 20% 

a 27% menor do que a gasolina. Isso significa que para cada quilômetro rodado com gasolina requer 

se  um  consumo  volumétrico  de  álcool  com  essa  proporção.  Para  compensar  esse  diferencial, 

atualmente  o  preço  do  álcool  é  21,4  %  menor  do  que  a  gasolina.  As  principais  propriedades  da 

gasolina e do álcool estão indicadas na Tabela 2. 

 

TABELA 2. Propriedades e características dos combustíveis (Goldemberg e Macedo, 1994) 

 

 



A beterraba pode ser considerada uma boa fonte de etanol, tendo uma alta concentração de 

açucares em torno de 15%, fazendo com que uma tonelada de beterraba possa render cerca de 100L 

de álcool. 

 

3.2 Análise do custo benefício da beterraba 

 

A beterraba contém uma quantidade considerável de carboidratos – açúcares, para a produção 



de álcool, também possui um volume de produção, rendimento e custo significativos, o que gera um 

produto  viável  para  a  produção  de  álcool.  A  beterraba  possui  dissacarídeos  que  são  fermentados 

após  uma  hidrolise  ocorrida  pela  ação  de  uma  enzima  invertase,  produzida  pelo  agente  de 

fermentação.  



 

 

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Os substratos que contem sacarose ou glicose como no caso da beterraba, tem um número de 

etapas menor para a produção de etanol, sendo necessário apenas terem uma etapa de extração da 

glicose,  feita  normalmente  pela  prensagem,  seguida  pela  filtração  e  ter  seu  pH  ajustados  na 

fermentação, em casos especiais pode se adicionar  fosfatos e sais de amônio. O melaço retirado da 

beterraba tem composição variável, sendo um subproduto da beterraba, contendo de 50% a 55% de 

açúcares fermentescíveis, tendo assim um bom rendimento por tonelada, para a produção de álcool.  

Na Europa uma decisão em aumentar o uso de energia renovável, um dos produtos que tem 

sido muito estimulado é o etanol. A França, líder da União Europeia na tentativa de incrementar o 

uso do etanol, produziu mais de 750 milhões de litros do etanol de beterraba e de trigo. Para fazer 

uma tonelada de açúcar refinado de beterraba, os franceses têm um custo equivalente a R$ 1.100. Já o 

mesmo tipo de açúcar, saindo de uma usina de cana do Brasil, custa aproximadamente a metade desse 

valor. Além de ser mais barato, o açúcar brasileiro é produzido em quantidades muito maiores. Os países 

da  União  Europeia  cultivam  juntos  1,4  milhão  hectares  de  beterraba,  contam  com  106  usinas  em 

atividade e produzem 14 milhões toneladas de açúcar por ano. Já o Brasil, sozinho, tem oito milhões de 

hectares de cana, 440 usinas em operação e fabrica anualmente 38 milhões toneladas de açúcar. 

Enquanto a beterraba precisa ser replantada todos os anos por sementes, os canaviais só precisam 

ser renovados a  cada seis anos, uma vantagem em termos de custos. A safra da beterraba, na Europa, 

dura  menos  de  um  trimestre.  A  de  cana,  no  Brasil,  se  espalha  por  nove  meses,  o  que  garante  o 

funcionando  das  usinas  por  mais  tempo.  Outra  diferença  central  vem  de  um  subproduto  da  cana,  o 

bagaço,  usado  para  gerar  eletricidade.  Todas  as  usinas  do  Brasil  têm  termoelétricas  próprias,  são 

autossuficientes em energia e, muitas, vendem a eletricidade que sobra, uma energia barata e renovável. 

Já as usinas de beterraba normalmente geram eletricidade queimando carvão mineral, gás ou óleo diesel, 

fontes mais sujas, não renováveis, e que encarecem o custo do açúcar ou etanol. 

 

3.3 Os impactos ambientais na produção de etanol beterraba 

  

 



Os  cientistas  tem  consenso  em  dizer  que  o  desenvolvimento  econômico  com  base  no 

consumo intensivo de combustíveis fósseis, está colocando o planeta terra em perigo, ameaçando a 

própria  sobrevivência  da  humanidade.  A  produção  e  o  consumo  atingiram  um  patamar  além  da 

capacidade  de  reposição  de  nosso  planeta.  O  relatório  do  IPCC,  Painel  Intergovernamental  de 

Mudanças Climáticas, afirma que as ações humanas já aumentaram a temperatura da terra em 0,8ºC, 

para  que  essa  não  temperatura  não  chegue  aos  2ºC,  será  necessária  uma  redução  das  emissões  de 

CO

2

 da ordem de 50% a 80%, o que não vem acontecendo, pelo contrario, vem aumentando.  



 

 

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A  sociedade  humana  sobrevive  principalmente  baseada  da  energia  retirada  do  petróleo  e 

seus  derivados.  O  petróleo  é  a  energia  mais  consumida  no  mundo,  o  que  representa  em  torno  de 

85%  da  energia  advinda  dos  derivados  de  petróleo,  representando  também  uma  fonte  para  a 

produção de matérias-primas para a indústria petroquímica e agricultura. Em seu relatório sobre o 

mercado mundial de petróleo, a Agência Internacional de Energia divulgou que em 2013 o consumo 

mundial de petróleo chegou a 91,2 milhões de barris diários (mbd), e com previsão de 92,4 milhões 

de  barris  diários  em  2014,  para  que  esse  consumo  de  milhões  de  barris  diários  seja  resposto  é 

necessário que esse tipo de energia tenha um extenso processo de evolução e descobertas ao longo 

do  tempo.  Quando  comparamos  o  etanol  com  a  gasolina,  a  grande  vantagem  e  ser  renovável,  e 

totalmente sustentável  com menor  emissão de poluentes, como o CO

2

, que antes de ser eliminado 



pela  queima  do  combustível,  foi  capturado  antes  pela  planta,  assim  não  contribuindo  para  o 

aquecimento global.  

As  vantagens  do  álcool  são  reconhecidas,  seja  para  a  produção  do  álcool  hidratado  ou 

anidro,  nos  dois  casos  tem  a  função  de  diminuir  a  emissão  de  monóxido  de  carbono  e 

consequentemente o fim do uso do chumbo tetraetila como aditivo, um elemento altamente tóxico, 

gerando uma energia limpa. Na extração do açúcar da beterraba, temos produtos residuais, que são 

ricos  em  minerais,  com  fácil  digestão,  assim  podem  ser  usados  na  alimentação  animal  em 

complementação  a  ração.  A  polpa  da  beterraba  tem  grande  valor  nutricional  para  a  produção  de 

carne e leite, sendo assim destinado as indústrias de alimentação animal. 

 

4. CONCLUSÃO 

 

O  petróleo  tende  a  acabar,  tornando-se  um  item  escasso.  Isso  terá  um  impacto  enorme  em 



nossa  sociedade.  Para  amenizar  esse  impacto  tanto  social  como  ambiental,  temos  que  buscar  uma 

fonte  alternativa  ao  petróleo,  temos  uma  variedade  de  combustíveis,  como  no  caso  desse  trabalho 

temos  o  etanol  a  partir  da  beterraba.  O  etanol  a  partir  da  beterraba  tem  tido  sucesso  na  Europa, 

principalmente na França, onde já se mistura o etanol a gasolina e se tem carro flex em sua frota. A 

França lidera a produção de etanol a partir da beterraba. 

Quando comparamos a produção de etanol a partir da beterraba e da cana-de-açúcar, alguns 

pontos podem  ser decisivos, que contribuem  para um  preço menor. No caso da beterraba além de 

precisar ser cultivada em ambientes de clima moderado, a beterraba precisa ser replantada todos os 

anos por sementes, já no caso da cana só precisam ser renovados a cada seis anos, fazendo com que 

a cana leve uma vantagem considerável sobre o etanol de beterraba. A cana possui um subproduto, 



 

 

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o  bagaço,  usado  para  gerar  a  eletricidade  das  próprias  usinas  produtoras  de  etanol,  ou  seja,  são 

autossuficientes  em  energia,  sendo  assim  uma  energia  barata  e  renovável.  Diferentemente  nas 

usinas de etanol de beterraba geralmente se usa combustíveis fósseis, fontes sujas e não renováveis, 

encarecendo  assim  a  produção,  e  prejudicando  o  meio  ambiente.  Outra  questão  a  ser  discutida,  e 

quanto a safra da beterraba, na Europa, dura menos de um trimestre, já a cana no Brasil pode chegar 

a nove meses, o que garante assim o funcionamento das usinas por um período maior do que se usa-

se a beterraba.  

Esse trabalho mostrou que a produção de etanol a partir da beterraba e viável, talvez não seja 

viável ao Brasil, já que a produção de beterraba depende de vários fatores, principalmente ligado ao 

clima. No Brasil não se tem a cultura da beterraba para a produção de etanol, mas devemos dominar 

essa tecnologia,  para quem  sabe um  dia a beterraba  possa ser usada  na entressafra da  cana, o que 

ajudaria de certa forma a controlar o preço do etanol no Brasil, fazendo com que se tenha um uso 

continuo do etanol, contribuindo também ao meio ambiente. 

 

 

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Kataloq: revista
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revista -> Y o L. ' 1 7, n o. 3 S e p r I e m b r e / d I c I e m b r e
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revista -> Revista Mexicana de Política Exterior, núm. 107, mayo-agosto de 2016, pp. 143-167, issn 0185-6022

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