Levantamento florístico de Myrtaceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil



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Hoehnea 43(1): 87-97, 1 tab., 3 fig., 2016

http://dx.doi.org/10.1590/2236-8906-46/2015



Levantamento florístico de Myrtaceae no município de Jacobina, 

Chapada Diamantina, Estado da Bahia, Brasil

Aline Stadnik¹

,4

, Marla Ibrahim U. de Oliveira² e Nádia Roque³



Recebido: 9.06.2015; aceito: 16.12.2015

ABSTRACT - (Floristic survey of Myrtaceae in Jacobina municipality, Chapada Diamantina, Bahia State, Brazil). Myrtaceae 

is a pantropical family with around 5500 species and 132 genera and is highlighted by its complex (cryptic characters) and 

difficult taxonomy. In Brazil, Myrtaceae is represented by 23 genera and 974 species and is one of the most representative 

in the Espinhaço Range. The main goal of this work was the floristic survey of Myrtaceae in Jacobina, Chapada Diamantina, 

Bahia. Five expeditions were conducted between June/2011 and April/2012; herbaria materials were examined in the State; 

and specialized references and Myrtaceae experts were consulted. Seven genera and 32 species of Myrtaceae were found and 

Myrcia DC. (14 spp.), Eugenia L. (nove spp.), and Psidium L. (quatro spp.) were the most representative, corresponding to 

87% of total species. Myrcia blanchetiana (O. Berg) and Mattos is endemic to Bahia, two species (Eugenia rostrata O. Berg 

and Psidium brownianum DC.) are new occurrence to Jacobina and a new species of Myrcia has been recognized. Generic 

and specific keys are presented, as well as discussion about the morphology and geographical distribution of the taxa.

Keywords: Espinhaço Range, Myrcia, Serra do Tombador

RESUMO - (Levantamento florístico de Myrtaceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Estado da Bahia, 

Brasil) Myrtaceae é uma família pantropical com cerca de 5500 espécies e 132 gêneros e que se destacada pela taxonomia 

complexa (caracteres crípticos) e difícil. No Brasil, Myrtaceae está representada por 23 gêneros e 974 espécies e é uma 

das famílias mais representativas na Cadeia do Espinhaço. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento florístico 

de Myrtaceae no município de Jacobina, Chapada Diamantina, Bahia. Foram realizadas cinco expedições de coleta entre 

junho/2011 e abril/2012, analisado os materiais dos herbários no estado, consulta a bibliografias especializadas e especialistas 

da família. Foram encontrados sete gêneros e 32 espécies de Myrtaceae, sendo que Myrcia DC. (14 spp.), Eugenia L. (nove 

spp.) e Psidium L. (quatro spp.) foram os gêneros mais representativos, correspondendo a 87% do total de espécies. Myrcia 

blanchetiana (O.Berg) Mattos é endêmica para a Bahia, duas espécies (Eugenia rostrata O.Berg, Psidium brownianum DC.) 

são novas ocorrências para Jacobina e uma nova espécie de Myrcia foi reconhecida. São apresentadas chaves de identificações 

genéricas e específicas, além de discussões acerca da morfologia e distribuição geográfica dos táxons.

Palavras-chave: Cadeia do Espinhaço, Myrcia, Serra do Tombador

1.  Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Botânica, 

Av. Transnordestina, s/n, 44036-900 Feira de Santana, BA, Brasil

2.  Universidade Tiradentes, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Av. Murilo Dantas, 300, Bloco E, Farolândia, 49032-490 Aracaju, 

SE, Brasil

3.  Universidade Federal da Bahia, Instituto de Biologia, Departamento de Botânica. Rua Barão de Geremoabo, s/n., Campus Universitário 

de Ondina, 40171-970 Salvador, BA, Brasil

4.  Autor para correspondência: aline.stadnik8@gmail.com

Introdução

 

A família Myrtaceae compreende ca. 142 gêneros 



e mais de 5.500 espécies, com distribuição pantropical, 

havendo dois principais centros de diversidade, 

América tropical e Austrália (Heywood et al. 2007, 

Wilson 2011). No Brasil, a família abrange 23 gêneros 

e cerca de 1.000 espécies (Sobral  et al. 2015) e é 

considerada  uma  das  famílias mais importantes 

economicamente,  ocupando a oitava posição em 

diversidade no Nordeste (Sobral & Proença 2006). 

Segundo McVaugh (1968), sua taxonomia é complexa, 

uma vez que as espécies se assemelham muito na 

maioria dos caracteres morfológicos. Por isso, faz-se 

necessário o uso de caracteres diagnósticos crípticos, 

como por exemplo, o número de estames no botão 


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floral, o número de lóculos e de óvulos no ovário, 

o tipo de testa da semente e de embrião (Landrum 

& Kawasaki 1997), o que dificulta a compreensão 

taxonômica e a delimitação específica.

 

Myrtaceae é umas das famílias mais representativas 



dentre  as  diversas  fitofisionomias  encontradas  na 

Cadeia  do  Espinhaço  (Bunger  et al. 2014),  que 

representa a segunda formação rochosa mais extensa 

do Brasil e que é constituída por dois blocos principais, 

a Chapada Diamantina, na Bahia e a Serra do 

Espinhaço, em Minas Gerais (Harley 1995, Giullietti 



et al. 1997).

 

Jacobina está localizado no limite norte da 



Chapada Diamantina e consiste de duas principais 

serras, a Serra do Tombador e a Serra da Jacobina, 

separadas  por  um  grande  vale.  O  município  vem 

sofrendo com a perda de formação vegetacional nativa 

e sua área se encontra em processo de antropização 

devido  à  agricultura  e  pecuária,  além  das  áreas 

industriais, urbanas, povoados, extrações de minérios 

e lajes de arenitos (Pedreira & Rocha 2002, Pinheiro 

2004).

 

Estudos florísticos em Myrtaceae têm se mostrado 



eficazes para o conhecimento e conservação dos táxons 

(Kawasaki 1989, Nic Lughadha 1995, Kawasaki 2004, 

Hatschbach et al. 2006, Bünger 2010), auxiliando na 

obtenção de informações e na delimitação específica. 

Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo 

o  levantamento  florístico  da  família  Myrtaceae  no 

município de Jacobina, Chapada Diamantina, Bahia. 

Material e métodos

 

Jacobina está localizada entre as coordenadas 



geográficas  de  11˚10'S  e  40˚30'W,  possuindo  uma 

área  de  2.319  km².  Situa-se  entre  duas  formações 

montanhosas, a Serra do Tombador e a da Jacobina, 

encontrando-se a uma altitude média de 485 m acima 

do nível do mar (Pinheiro 2004) (figura 1).

 

O município tem uma vasta história acerca do 



seu território geográfico. Em meados do século XVII, 

Jacobina era conhecida como Vila de Jacobina e se 

estendia desde Rio de Contas, Bahia, até os limites 

de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. 

Nesse período, o município foi percurso de coleta de 

alguns naturalistas, principalmente Jacques Samuel 

Blanchet (1807-1875), e só no fim do século XIX, 

o município foi reduzido ao que conhecemos hoje 

(Prefeitura Municipal de Jacobina 2015). Blanchet 

descreveu inúmeras espécies de angiospermas, com 

uma grande quantidade de materiais-tipo referidos a 

Jacobina.

Figura 1. Cadeia do Espinhaço, localizada nos municípios de 

Bahia e Minas Gerais. Município de Jacobina.

Figure 1. Map of Espinhaço Range, located in the States of Bahia 

and Minas Gerais. Municipality of Jacobina.

 

O município  está  inserido  em  um  cinturão  de 



rochas  metamórficas  e  sedimentares  da  unidade 

tectônica do São Francisco e é conhecido pelo seu 

grande  potencial  de  extração  de  minérios,  como 

o  ouro  (Mascarenhas  &  Silva  1994). A  vegetação 

predominante é a Caatinga (figura 2e), porém também 

apresenta áreas de Cerrado (figura 2f, g), Florestas 

Estacionais (figura 2b, c), Matas ciliares (figura 2a) 

e de grotão, além dos campos rupestres (figura 2d). 

Grande parte de suas áreas se encontra em estádios de 

antropização, porém as áreas nativas são compostas 

por refúgios ecológicos montanos e áreas de tensão 

ecológica (áreas transicionais). O clima varia entre 

seco, subúmido e semiárido, sofrendo forte influência 

da topografia; os meses de maiores precipitações estão 

entre janeiro e março (Pinheiro 2004).

 

Foram  realizadas  cinco  expedições  ao  campo 



entre junho de 2011 a abril de 2012, visando alcançar 

a  maior  área  do  município  de  Jacobina,  além  de 

visitas aos herbários ALCB, HUEFS, MBM e HRB, 

a fim de auxiliar na comparação e identificação dos 

táxons encontrados. Os espécimes coletados foram 

herborizados, identificados e inseridos no Herbário 

Alexandre Leal Costa (ALCB), com duplicatas 

enviadas ao herbário AJU, HUEFS, HUFSJ, UB, US 

(acrônimos seguindo Thiers 2015).

 

A identificação específica foi feita com base em 



bibliografia especializada disponível para a família 

(Kawasaki 1989, Landrum & Kawasaki 1997, 

Sobral 2007, Bunger 2010, Amorim & Alves 2011 

e Santos & Sano 2012), protólogos e comparações 

com as coleções botânicas depositadas nos herbários 

visitados, além de consultas aos especialistas. A 

nomenclatura para os caracteres morfológicos seguiu 

Radford et al. (1974), Landrum & Kawasaki (1997) e 

Harris & Harris (2004).


Stadnik et al.: Myrtaceae no município de Jacobina

  

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Figura 2. Fitofisionomias encontradas no município de Jacobina, Estado da Bahia, Brasil. a. Mata ciliar. b-c. Florestas semidesciduais. 

d-e. Campos rupestres. f. Caatinga. g. Cerrado. (Fotografias: L. Moura).

Figure 2. Phytophysiognomies found in the municipality of Jacobina, Bahia State, Brazil. a. Riparian Forest. b-c. Semidecidual Forest. 

d-e. Rocky field. f. Caatinga. g. Savanna. (Photo: L. Moura).



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Resultados 

 

Foram reconhecidos para o município de Jacobina, 



sete gêneros e 32 espécies de Myrtaceae (tabela 1). 

Os gêneros mais representativos na área de estudo 

foram Myrcia DC. (14 spp.), seguido por Eugenia L. 

(nove spp.), Psidium L. (quatro spp.) e Myrciaria O. 

Berg (duas spp.), sendo que Blepharocalyx O. Berg

Campomanesia Ruiz e Pav. e Calyptranthes Sw. estão 

representados com uma espécie cada.

 

Dentre os principais resultados destacam-se uma 



espécie endêmica para a Bahia, Myrcia blanchetiana 

(O.  Berg)  Mattos,  duas  novas  ocorrências  para 

Jacobina (Eugenia rostrata O.  Berg,  Psidium 

brownianum DC.), e uma espécie nova de Myrcia 

para a Chapada Diamantina (Sobral et al. 2015). Oito 

espécies têm seu espécime-tipo coletado no município 

[Campomanesia aromatica (Aubl.) Griseb, Eugenia 



cerassiflora Miq, Eugenia flavescens var. parvifolia (O. 

Berg), Eugenia ilhensis O. Berg, Eugenia ligustrina 

(Sw.) Willd., Myrcia calyptranthoides DC., Myrcia 

neoblanchetiana E. Lucas & Sobral e Myrcia reticulosa 

Miq.], das quais apenas Myrcia calyptranthoides foi 

recoletada. Do restante, sete espécies são amplamente 

distribuídas no Brasil [Eugenia punicifolia (Kunth) DC., 



Myrcia amazonica DC., Myrcia guianensis (Aubl.) DC., 

Myrcia splendens (Sw.) DC., Myrcia tomentosa (Aubl.) 

DC., Myrciaria floribunda (H. West ex Willd.) O. Berg 

Psidium guineense Sw.].

 

Entre as diversas fitofisionomias descritas para 



Jacobina (SEI 2007, Pinheiro 2004), as áreas de mata 

(17 spp.) e Cerrado (16 spp.) apresentaram maior riqueza 

de Myrtaceae, seguidos por campos rupestres (oito spp.), 

Caatinga e áreas de transição (cinco spp.) (tabela 1).

Chave de identificação para os gêneros, incluindo aqueles com uma única espécie, encontrados  

no município de Jacobina

1. Inflorescências em dicásio

2. Botões com cálice aberto, na antese abrindo em quatro lobos calicinais; lobos decíduos no fruto 

deixando uma cicatriz quadrada; testa da semente fina e delicada .............................. Blepharocalyx salicifolius

2. Botões com lobos fechados, na antese abrindo em lobos irregulares; lobos persistentes no 

fruto; testa da semente extremamente dura (pétrea) ................................................................................ Psidium

1. Inflorescências em panículas ou racemos ou flores solitárias

3. Inflorescência em panícula; semente com embrião myrcioide

4. Botão com cálice aberto, na antese abrindo em cinco lobos calicinais ........................................... Myrcia

4. Botão com cálice fechado, na antese abrindo em uma caliptra ........................................... Calyptranthes rufa

3. Inflorescência em racemos, fascículos ou flores solitárias; semente com embrião myrtoide ou eugenioide

5. Flores tetrâmeras, sempre com lobos abertos após a antese; ovário com dois lóculos; embrião eugenioide

6. Tubo do cálice (hipanto) não prolongado acima do ovário; ovário multiovulado (mais de 

quatro óvulos por lóculo) ............................................................................................................... Eugenia

6. Tubo do cálice (hipanto) prolongado acima do ovário e decíduo após a antese, deixando

      uma pequena cicatriz circular no fruto; ovário com dois óvulos por lóculo ................................. Myrciaria 

5. Flores pentâmeras ou com cálice fechado, abrindo-se em lobos irregulares na antese; ovário 

com três ou mais lóculos; embrião myrtoide

7. Óvulos inseridos em placenta invadindo os lóculos do ovário, lóculos sem glândulas ................... Psidium

7. Óvulos inseridos em placenta não invadindo os lóculos do ovário, lóculos com glândulas ..................

    ...................................................................................................................... Campomanesia aromatica

Chave de identificação para as espécies de Eugenia

1. Flores solitárias

2. Lâmina foliar elíptica, amarelada quando seca; bractéolas cordadas, conspícuas, ca. 20 mm de 

compr.; lobos calicinais (ca. 15 mm de compr.) ............................................................................. E. involucrata

2. Lâmina foliar oblanceolada, verde quando seca; bractéolas ovadas, inconspícuas, ca. 1 mm 

de compr.; lobos calicinais (ca. 2 mm de compr.) ............................................................................ E. punicifolia

1. Inflorescências em racemos, fascículos ou glomérulos

3. Flores dispostas em fascículos



Stadnik et al.: Myrtaceae no município de Jacobina

  

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4. Lâmina foliar concolor ou levemente discolor, ápice apiculado, base atenuada, margem plana, 

face adaxial fosca ............................................................................................................................ E. rostrata

4. Lâmina foliar acentuadamente discolor, ápice obtuso, base arredondada, margem ondulada, 

face adaxial lustrosa .................................................................................................................... E. cerasiflora

3. Flores dispostas em racemos ou glomérulos

5. Flores dispostas em racemos

6. Lâmina foliar obovada; racemos auxotélicos, brácteas vináceas (1,2-3,8 mm compr.), 

lobos calicinais longos (1,7-3,2 mm compr.) lanceolados ....................................................... E. ligustrina

6. Lâmina foliar elíptica; racemo bem desenvolvido, brácteas castanhas (0,1-0,5 mm compr.) 

lobos calicinais curtos (0,6-1 mm), arredondados ................................................................. E. candolleana

5. Flores dispostas em glomérulos

7. Folhas e flores amareladas quando secas; lâmina foliar lanceolada com venação não 

evidente; bractéolas curtas (0,8-1 mm compr.) ................................................. E. flavescens var. parvifolia

7. Folhas e flores verdes escuras quando secas; lâmina foliar elíptica a arredondada com 

venação evidente; bractéolas 0,3-0,5 mm compr. 

8. Lâmina foliar com face adaxial lustrosa; lobos calicinais inconspícuos (0,8-1,1 mm compr.) ...........

........................................................................................................................................... E. sonderiana

8. Lâmina foliar com face adaxial opaca; lobos calicinais conspícuos (3 mm compr.) ................. E.  ilhensis  

Chave de identificação para as espécies de Myrcia

1. Lâmina foliar elíptica

2. Flores com dois lóculos no ovário

3. Ramo da inflorescência e flores com indumento alvo a hialino

4. Lâmina foliar coriácea, com ápice agudo e glândulas pouco evidentes, ca. 100-200 

glândulas por cm²; flores pediceladas ................................................................................ M. blanchetiana 

4. Lâmina foliar cartácea, com ápice caudado e glândulas muito evidentes, ca. 500-600 

glândulas por cm²; flores sésseis ................................................................................... M. calyptranthoides

3. Ramo da inflorescência e flores com indumento ferrugíneo

5. Lâmina foliar 5-14 cm compr., ápice arredondado ou  acuminado a caudado; indumento 

viloso denso nos ramos jovens, inflorescências e botões

6. Caule avermelhado; hipanto constricto acima do ovário ................................................... M. amazonica

6. Caule esbranquiçado; hipanto não constricto acima do ovário

7. Lâmina foliar elíptica, ápice arredondado, 10-20 pares de nervuras secundárias; 

antera sem glândula no ápice ......................................................................................... M. pubescens

7. Lâmina foliar ovada, ápice acuminado, 40-60 pares de nervuras secundárias; antera 

com uma glândula no ápice ............................................................................................. M. mutabilis

5. Lâmina foliar 2-4 cm compr., ápice agudo; indumento puberulento nos ramos jovens

inflorescências e botões ...................................................................................................... M. jacobinensis

2. Flores com três lóculos no ovário

8. Botões glabros; hipanto não constricto na altura do ovário; parte interna dos lobos calicinais 

com tricomas hialinos; frutos glabros ........................................................................................ M. guianensis

8. Botões com indumento viloso; hipanto constricto na altura do ovário; parte interna dos lobos 

calicinais glabra; frutos pubescentes .......................................................................................... M. tomentosa

1. Lâmina foliar oblonga, ovada ou lanceolada

9. Inflorescência pauciflora (7-20 flores); botões 0,5-0,7 cm compr.; glândulas no ápice da antera

10. Folhas cartáceas; flores com sépalas reflexas (0,3 × 0,3 cm); pétalas largamente elípticas a 

circulares, ápice arredondado .................................................................................................. M. rosangelae

10. Folhas membranáceas; flores com sépalas inflexas (0,15 × 0,15 cm); pétalas ovadas com 

ápice agudo ..................................................................................................................... M. neoblanchetiana

9. Inflorescência multiflora (30-100 flores); botões 0,1-0,3 cm compr.; sem glândulas no ápice da antera


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11. Plantas glabras ou glabrescentes; lâmina foliar lanceolada

12. Lâmina foliar (10-20 cm compr.), glabra, venação adaxial saliente ..................................... M. splendens

12. Lâmina foliar (1-7 cm compr.), indumento hialino estrigoso, venação adaxial sulcada ........ M. sylvatica

11. Plantas com indumento tomentoso denso; lâmina foliar ovada

13. Planta com indumento ferrugíneo; lâmina foliar com glândulas evidentes, nervuras 

         secundárias salientes na face abaxial; hipanto não constricto acima do ovário ................... M. reticulosa

13. Plantas com indumento alvo a cinza; lâmina foliar sem glândulas evidentes, nervuras 

secundárias não evidentes na face abaxial; hipanto constricto acima do ovário ......... M. pseudovenulosa

Chave de identificação para as espécies de 

Myrciaria

1.  Lâmina  foliar  com  margem  revoluta  e  

        ápice agudo, venação principal e pecíolo com  

     coloração diferente da lâmina, face adaxial  

     lustrosa; botões lustrosos; frutos amarelos

      quando maduros ......................... M. glanduliflora     

1.  Lâmina foliar com margem plana e ápice  

      apiculado, venação principal e pecíolo com  

      mesma coloração da lâmina, face adaxial  

       opaca; botões opacos; frutos vermelhos quando  

       maduros ............................................ M. floribunda

Chave de identificação para as espécies de Psidium

1. Cálice fechado, na antese abrindo-se em  

     lobos irregulares, lineares

2. Flores em dicásios ........................... P. guineense

2. Flores solitárias

3. Folhas pecioladas (0,3-0,5 cm compr.),  

     lâmina foliar lanceolada, base aguda, ápice 

acuminado ............................. P. oligospermum

3. Folhas sésseis a subsésseis (até 0,1 cm 

    compr.), lâmina foliar elíptica, base e 

      ápice arredondados ................... P. brownianum

1.   C álice aberto, na antese abrindo-se em cinco 

lobos regulares, em formato de crista ..................

........................................................ P. shenckianum

Discussão

 

A taxonomia de Myrtaceae é definida por 

caracteres  de  difícil  compreensão  e  visualização 

(caracteres  crípticos).  Como  subsídios  à  chave 

genérica  apresentada  são  discutidos  abaixo  os 

principais  caracteres  diagnósticos  utilizados  no 

reconhecimento de gêneros em Myrtaceae.

 

O tipo de embrião é um dos caracteres mais 



complexos e na área de estudo foram observados 

os três tipos básicos (Landrum & Kawasaki 1997): 

embriões  mircioides  (cotilédones finos, foliares, 

enrolados, radícula longa e encurvada) em Myrcia 

Calyptranthes; embriões eugenioides (cotilédones 

fundidos concrescidos em uma massa homogênea, 

radícula indeterminada) em Eugenia e Myrciaria; 

embriões mirtoides (cotilédones pequenos separados 

por  uma  radícula  bastante  evidente,  encurvada) 

presentes nas espécies de Psidium e Campomanesia

 

A  arquitetura  da  inflorescência  também  tem 



um  grande  valor  taxonômico  para  os  gêneros  e 

suas  seções.  Nas  Myrtaceae  de  Jacobina  foram 

observadas inflorescências paniculiformes em todas 

as espécies de Myrcia e Calyptranthes rufa (figuras 

3b, f, i), além das inflorescências racemiformes em 

Eugenia. Espécies com flores solitárias, consideradas 

como  inflorescências  reduzidas  a  uma  única  flor 

(mônades)  (Briggs  &  Johnson  1979),  foram 

observadas em Eugenia punicifolia, E. involucrata



Psidium brownianum e P. schenckianum (figura 3j)

Inflorescências em fascículos são arranjos onde o eixo 

floral é curto e as flores pediceladas (E. flavescens 

var. parvifoliaE. ilhensis), mas se as flores forem 

sésseis  ou  subsésseis,  a  inflorescência  é  chamada 

de  glomérulo  como  em  Myrciaria.  Inflorescências 

em dicásio foram observadas em Blepharocalyx 

salicifolius e Psidium guineense.

 

A  fusão,  prefloração  e  o  número  de  lobos 



calicinais também colaboraram para o reconhecimento 

dos  gêneros  nas  Myrtaceae  de  Jacobina.  Os  lobos 

podem variar entre prefloração valvar ou imbricada, 

serem fusionados ou livres entre si, e ainda possuir 

de 4 a 6 lobos (Landrum & Kawasaki 1997, Bünger 

2010). Das espécies coletadas na área, observa-se o 

cálice com lobos imbricados e livres nas espécies de 

Blepharocalyx, Eugenia e Myrciaria (cálice tetrâmero) 

e em todas as espécies de Myrcia (cálice pentâmero). 

Já em Psidium, Campomanesia e Calyptranthes 

são observados os lobos calicinais com prefloração 

valvar, fundidos e na antese abrindo-se de maneira 

irregular, variando no número de lobos (3-6 lobos). 

Em Calyptranthes o cálice é distinto por formar uma 

caliptra.



 Myrcia mostrou-se extremamente diversa em 

Jacobina, uma vez que das 20 espécies listadas para a 



Stadnik et al.: Myrtaceae no município de Jacobina

  

93



Gênero/espécie

Voucher


Fitofisionomia

Blepharocalyx

Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O. Berg

A. Stadnik et. al. 63

Ce, Ca, Cr

Calyptranthes

Calyptranthes rufa O. Berg

A. Stadnik et. al. 54

Ce, Fe, Mc

Campomanesia

Campomanesia aromatica (Aubl.) Griseb

J.S. Blanchet 3367

N.I.

Eugenia

Eugenia candolleana DC.

A. Stadnik et. al. 63

Fe

Eugenia cerassiflora Miq.

J.S. Blanchet 3727

Cr

Eugenia flavescens var. parvifolia O. Berg

J.S. Blanchet 2791

N.I.

Eugenia ilhensis O. Berg

J.S. Blanchet 2655

N.I.

Eugenia involucrata DC

A. Stadnik et. al. 58

Mc

Eugenia ligustrina (Sw.) Willd.

J.S. Blanchet 2572

Ce, Fe

Eugenia punicifolia (kunth) DC.

A. Stadnik et. al. 1

Ce, Ca, Fe, Cr

Eugenia rostrata O. Berg

A. Stadnik et. al. 60

Fe

Eugenia sonderiana O. Berg

A. Stadnik et. al. 42

Ce, Cr

Myrcia

Myrcia amazonica DC.

A. Stadnik et. al. 55

Mc, Fe

Myrcia blanchetiana (O.Berg) Mattos

A. Stadnik et. al. 57

Cr

Myrcia calyptranthoides DC.

A. Stadnik et. al. 50

Ce, Fe

Myrcia guianensis (Aubl.) DC.

A. Stadnik et. al. 31

Ce, Ca, Fe, Cr

Myrcia jacobinensis Mattos

A. Stadnik et. al. 56

Cr, Ca

Myrcia mutabilis (O. Berg) N.Silveira

A. Stadnik et. al. 37

Fe

Myrcia neoblanchetiana E. Lucas & Sobral

J.S. Blanchet 3415

Mc

Myrcia pseudovenulosa Stadnik & Sobral

A. Stadnik et. al. 64

Ce, Cr

Myrcia pubescens DC.

A.M. Giulietti et al. PCD2702

Fe

Myrcia reticulosa Miq

J.S. Blanchet 3728

N.I.

Myrcia rosangelae NicLugh.

M.L. Guedes et al. PCD 2651

Mc

Myrcia splendens (Sw.) DC.

A. Stadnik et. al. 25

Ce, Fe

Myrcia sylvatica (G. Mey.) DC.

A. Stadnik et. al. 35

Ce, Fe

Myrcia tomentosa (Aubl.) DC.

A. Stadnik et. al. 41

Ce

Myrciaria

Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O. Berg

A. Stadnik et. al. 61

Ce

Myrciaria gladulifolia (Kiaersk.) Mattos & D. Legrand

A.M. Giulietti PCD 2823

Fe

Psidium

Psidium brownianum DC.

A. Stadnik et. al. 46

Ce

Psidium guineense Sw.

A. Stadnik et al. 4

Ce, Fe

Psidium oligospermum DC.

A. Stadnik et. al. 3

Ce, Ca

Psidium schenckianum Kiaersk

A. Stadnik et al. 62

Ce

Tabela  1:  Lista  das  espécies  de  Myrtaceae  para  o  município  de  Jacobina,  Bahia,  incluindo  o  voucher  (ALCB)  e  as 



fitofisionomias associadas (Ce: Cerrado, Cr: Campo rupestre, Mc: Mata ciliar, Fe: Floresta Estacional, Ca: Caatinga, N.I.: 

não identificado).

Table 1: List of Myrtaceae species in the municipalily of Jacobina, Bahia, including the voucher (ALCB) and associated 

vegetation types (Ce: Savanna, Cr: Rocky field, Mc: Riparian Forest, Fs: Semidecidual Forest, Ca: Caatinga, NI: not identified).



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Figura 3. Espécies de Myrtaceae no município de Jacobina, Estado da Bahia, Brasil. a. Eugenia punicifolia. b-c. Myrcia amazonica. d. 

Eugenia involucrata. e. Myrcia blanchetiana. f. Eugenia candoleana. g. Myrcia jacobinensis. h-i. Psidium brownianum (Fotografia: L. 

Moura).


Figure 3. Myrtaceae species in the municipality of Jacobina, Bahia State, Brazil. a. Eugenia punicifolia. b-c. Myrcia amazonica. d. Eugenia 

involucrata. e. Myrcia blanchetiana. f. Eugenia candoleana. g. Myrcia jacobinensis. h-i. Psidium brownianum. (Photos: L. Moura).

Stadnik et al.: Myrtaceae no município de Jacobina

  

95



Chapada Diamantina, 14 foram coletadas no município. 

M. rosangelae NicLugh. e M. neoblanchetiana foram 

encontradas apenas em áreas de matas ciliares, 

próximas aos córregos. Myrcia amazonica, por sua 

vez, foi coletada principalmente em matas ciliares, 

embora ocorra também em florestas estacionais.  

Dentre essas espécies, M. amazonica pode ser 

reconhecida pelo tronco avermelhado e inflorescência 

com numerosas flores (60-100), diferente das duas 

anteriores que apresentam um tronco acinzentado e 

inflorescências com poucas flores (7-20) (vide chave). 



 

Myrcia calyptranthoides, M. mutabilis (O. 

Berg) N. Silveira e M. pubescens DC. são espécies 

predominantemente encontradas em florestas 

estacionais. A primeira foi coletada também em 

Cerrado  e  distingue-se  das  demais  pelo  caule  e 

folhas  glabrescentes  e  frutos  róseos  glabros  (vs. 

caule  e  folhas  com  indumento  ferrugíneo  e  frutos 

tomentosos). M. mutabilis e M. pubescens diferem-se 

pelo tipo de indumento (tomentoso vs. pubescente), 

além  do  formato  da  lâmina  (ovada  vs.  elíptica), 

respectivamente, e em M. mutabilis  é  visível  uma 

glândula apical na antera.

 

Espécies como Myrcia sylvatica e M. tomentosa 



são extremamente abundantes nas áreas de cerrado 

de Jacobina, sendo a última coletada apenas nesse 

ambiente. São completamente distintas pelo formato 

da folha, indumento, tamanho do pedicelo, forma e 

disposição dos lobos calicinais (vide chave).

 

Myrcia blanchetiana e  M.  pseudovenulosa 

Stadnik & Sobral foram encontradas em Jacobina 

apenas em vegetação de campos rupestres. Ambas, 

cobertas com denso indumento alvo, hialino ou 

acinzentado. A primeira foi coletada em afloramentos 

rochosos e caracteriza-se pelas folhas elípticas, ovário 

com  dois  lóculos,  enquanto  M.  pseudovenulosa

uma espécie recentemente descrita para a Chapada 

Diamantina, foi encontrada em ambientes de campo 

rupestre e Cerrado e pode ser reconhecida pelas folhas 

ovadas e três lóculos no ovário.

 Eugenia é o segundo gênero mais diverso na área 

de estudo com nove espécies. Dentre elas, Eugenia 



flavescens é conhecida por duas variedades: E. 

flavescens var. flavescens O. Berg, espécie de ampla 

distribuição no Brasil e E. flavescens var. parvifolia 

O. Berg, espécie endêmica de Jacobina e conhecida 

apenas pelo material tipo. Esta circunscrição não 

tem sido utilizada pelos especialistas, entretanto, 

através das observações em herbários, notam-se dois 

morfotipos bem estabelecidos: em E. flavescens var. 

parvifolia  a  lâmina  é  membranácea,  com  grandes 

glândulas sobressaindo na face adaxial (vistas a olho 

nu) e venação não evidente; em E. flavescens var. 

flavescens a lâmina é cartácea, pequenas glândulas 

inconspícuas na superfície adaxial  (apenas vistas sob 

transparência) e venação evidente. A distinção entre 

os morfotipos na espécie fortalecerá o conhecimento 

e a distribuição geográfica das variedades.

 

Eugenia sonderiana O. Berg Eugenia punicifolia 

são facilmente confundidas, uma vez que a morfologia 

floral, o tamanho e formato da lâmina foliar e o habitat 

são similares. Essas espécies podem ser distinguidas 

principalmente pelos frutos, que em E. sonderiana 

são arredondados e atropurpúreos quando maduros, 

enquanto em E. punicifolia, os frutos são elípticos e 

vermelhos quando maduros. Na área de estudo, ambas 

foram coletadas em campos rupestres e florestas 

estacionais.  Eugenia  punicifolia é amplamente 

distribuída  e  ocorre  em  todas  as  fitofisionomias 

brasileiras (Sobral et al.  2015)  e  apresenta  uma 

ampla  variação  morfológica,  principalmente  em 

sua  morfologia  floral.  Sobral  (1987)  descreveu  E. 



punicifolia como tendo flores solitárias, e raramente 

formando um eixo curto com 2 ou 4 flores. Giaretta 

&  Peixoto  (2015),  por  sua  vez,  descreveram  sua 

inflorescência como flores fasciculadas, e Amorim & 

Alves (2011), como racemos curtos, com dois eixos 

secundários.  Contudo,  os  indivíduos  coletados  em 

Jacobina apresentaram somente flores solitárias.

 

Eugenia involucrata DC. é facilmente distinguível 

das demais pelas bractéolas foliares e lobos do cálice 

conspícuos (figura 3d). Na área de estudo, a espécie foi 

coletada sob afloramentos rochosos em matas ciliares. 



Eugenia ligustrina (Sw.) Willd. foi coletada em áreas 

de Cerrado e Florestas Estacionais e se diferencia das 

demais pelas brácteas conspícuas e vináceas na base 

das flores (racemo auxotélico).



 Myrciaria está representada em Jacobina por 

M. floribunda e M. glanduliflora (Kiaersk.) Mattos 

& D. Legrand que, à primeira vista, são similares. 

Contudo, a primeira tem lâmina com margem revoluta, 

com  glândulas  inconspícuas  nos  botões  e  frutos; 

enquanto que M. granduliflora tem lâmina foliar com 

margem plana, com glândulas evidentes e em grande 

quantidade nas flores e botões, dando a impressão 

lustrosa. Na área de estudo, M. floribunda foi coletada 

em ambientes de Cerrado e M.  glanduliflora em 

ambientes de Florestas estacionais.

 Em 

Psidium, o cálice é uma das principais 

características  no  reconhecimento  de  espécies.  No 

botão, o cálice pode ser livre ou fundido: Psidium 

brownianum (figura 3c), P. guineense, P. oligospermum 


96

 

Hoehnea 43(1): 87-97, 2016



DC. apresentam o cálice totalmente fechado, com os 

lobos partindo de forma irregular na antese. Esta última 

espécie pode apresentar uma abertura similar a uma 

caliptra, pois na antese o cálice pode romper-se de forma 

circular no botão. Já em P. schenckianum Kiaersk., o 

cálice é totalmente livre no botão e em forma de crista, 

característico  da  espécie. Todas  as  espécies  foram 

coletadas em ambientes de Cerrado, sendo P. guineense 

também coletada em ambientes de florestas estacionais 

P. schenckianum em áreas de Caatinga.



 

Blepharocalyx salicifolius é conhecida pela sua 

grande  plasticidade  fenotípica,  principalmente  no 

formato das folhas (Landrum 1986). Em Jacobina, a 

espécie foi coletada em ambientes de campos rupestres 

e pode ser caracterizada pelas folhas ovadas (2,3-4 cm 

compr.), venação evidente e frutos vermelhos quando 

maduros.

 

Calyptranthes  rufa,  única  espécie  do  gênero 

citada para Jacobina, foi encontrada em ambientes 

de matas ciliares e florestas estacionais. A espécie 

é distinguida pelos ramos dicotômicos, indumento 

tomentoso ferrugíneo nos ramos jovens, lâmina foliar, 

inflorescência, flores e frutos.

 

Jacobina  apresenta  64%  de  suas  formações 



vegetacionais em processo de antropização (Pinheiro 

2004).  Embora  a  vegetação  nativa  se  encontre 

reduzida, este estudo permitiu reunir dados inéditos 

de Myrtaceae envolvendo a taxonomia, distribuição, 

endemismos  e  uma  espécie  nova  para  a  ciência, 

reforçando  assim,  a  importância  de  trabalhos 

florísticos e a necessidade de proteção e conservação 

das áreas verdes do país.



Agradecimentos

 

As autoras agradecem ao projeto PRONEM (PNE 



1642/2011) pelos recursos oferecidos para as viagens 

de campo. Ao Dr. Marcos Sobral e Dr. Matheus Fontes 

pelas valiosas discussões e auxílio nas identificações. 

À  Lídia  Campos  pela  confecção  do  mapa. Aos 

guias Silviano Santos e Amilton Oliveira pelo apoio 

durante as coletas de material. Ao CNPq pelas bolsas 

concedidas à primeira (IC) e última (PQ) autoras.

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